No fim de tarde, o sol já se punha, as pessoas caminhavam para irem até as suas respectivas casas, o trânsito aumentava, barulhos de sirenes, buzinas e pessoas falando ao mesmo tempo. Já escurecia. Filhos esperando os seus pais chegarem do trabalho. Mais um dia cansativo estava passando, mais um dia que foi igual a todos os outros. Nada de novo aconteceu para os demais, mas pra mim aconteceu. Você passou na frente da minha casa, com fones de ouvido, calça jeans e camiseta. Tão simples, tão lindo. De repente o tempo parou, todas as pessoas pessoas ficaram paradas na minha mente, só tinha você ali, eu só tinha olhos pra você.
De repente vejo que a minha mãe me cutucava e perguntava o que estava ocorrendo. Perguntava porque eu estava paralisada na sacada olhando para rua. E eu apenas respondia que estava admirando o fim de tarde. O sol já tinha ido, a noite já tinha chegado. Fiquei esperando para ver se você passava novamente, não passastes. Então ouvi minha mãe me chamando para jantar, fui sem reclamar. Comi pouco e estava sem ânimo. Só queria te ver, mas eu nem sequer sabia o seu nome. Fui dormir cedo, pensando que só dormindo iria conseguir te esquecer, mas não foi bem assim.
No outro dia, logo de manhã. Eu me levantei bem cedo e fui direto pra sacada. O sol batia nos meus olhos e eu não via nada. Entrei pro meu quarto e fiquei lá até a hora do almoço. Escutei música, tentei me distrair com alguma coisa, mas todas as tentativas eram em vão. À tarde dormi, tentando fazer com que o tempo parasse. Quando o sol já estava escondendo-se, eu decidi ir até à sacada, para ver se conseguia te encontrar. Não encontrei ninguém. Olhando para a rua, esperei por horas, mas você nunca aparecia.
Assim desse mesmo jeito, os dias se passavam e eu não via mais você. Perdi o meu amor no meio da multidão.
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